A cidade sagrada dos incas, cartão-postal do Peru e Patrimônio Mundial da Humanidade, está sob ameaça. Machu Picchu corre o risco de ser fechada à visitação turística devido à degradação acelerada provocada pelo excesso de visitantes e pelas mudanças climáticas.
Atualmente, o sítio arqueológico recebe cerca de 4 mil turistas por dia — número que frequentemente ultrapassa os limites estabelecidos pelas autoridades. Esse fluxo intenso causa erosão nas trilhas, rachaduras nas estruturas e desgaste em pontos históricos, como o Intihuatana e o Templo do Sol. Ambos ficaram fechados temporariamente em 2023.
Além da ação humana, fatores naturais também pressionam o local. As chuvas intensas e o risco crescente de deslizamentos na região aumentam a preocupação com a segurança da área e a estabilidade do terreno, de acordo com estudos geológicos recentes.
Diante desse cenário, o governo peruano e especialistas discutem medidas que vão desde redução no número de visitantes até fechamentos sazonais ou mesmo a adoção de experiências turísticas virtuais. O temor é que, sem ações concretas, Machu Picchu possa chegar a um ponto irreversível. Contudo, ainda não há uma decisão oficial sobre o fechamento total do sítio.
No entanto, protestos em janeiro de 2024, liderados por moradores e guias turísticos, mostraram que o debate também é econômico. Em cidades como Aguas Calientes, mais de 90% da população depende do turismo e teme os impactos de medidas restritivas.
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