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Marketing travestido de política: nova moda dos famosos?

Essa ambiguidade desgasta a credibilidade da política e reforça a ideia de que o processo eleitoral pode ser um jogo de interesses pessoais e midiáticos.

Publicada em 05/04/25 às 12:00h - 9 visualizações

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Marketing travestido de política: nova moda dos famosos?
 (Foto: Rádio RIR Brasil Goiânia - Direção: Ronaldo Castro - e Marcio Fernandes 62 99951- 6976)

O fenômeno dos “pré-candidatos fantasmas” vem se tornando um elemento recorrente na política brasileira. Recentemente, o cantor Gusttavo Lima teve seu nome especulado para concorrer, apenas para, pouco depois, negar qualquer intenção de entrar na disputa. Agora, Felipe Neto publicou um vídeo anunciando sua pré-candidatura à Presidência da República, mas já desmentiu o boato criado por si mesmo. E explicou que se tratava, na verdade, de uma estratégia de marketing para promover um livro no seu Clube do Livro FN e a obra 1984, de George Orwell, de onde tirou diversas referencias para o roteiro do vídeo.

Esse movimento de anunciar uma pré-candidatura sem, de fato, levar adiante a intenção de concorrer tem implicações políticas e sociais que merecem análise. O primeiro ponto de destque é o impacto midiático desse tipo de anúncio. Personalidades como Gusttavo Lima e Felipe Neto já possuem alcance massivo e, ao flertarem com a política, atraem ainda mais atenção para si mesmos. A repercussão é instantânea: veículos de imprensa fazem manchetes, analistas políticos especulam cenários, eleitores reagem nas redes sociais.

Ainda que nunca oficializem suas candidaturas, conseguem colocar seus nomes em evidência, ampliando sua influência pública.

Intenções

Outro aspecto a ser considerado é o efeito que esse fenômeno tem sobre o eleitorado. Quando figuras populares testam a recepção de uma possível candidatura e depois recuam, deixam no ar a dúvida sobre suas verdadeiras intenções. Teriam realmente cogitado disputar um cargo eletivo ou tudo não passou de uma jogada de marketing? No caso de Felipe Neto, as inúmeras referências ao livro “1984”, de George Orwell, no vídeo de anúncio, sugerem que sempre foi sua intenção promover uma nova leitura em seu clube do livro.

Essa ambiguidade desgasta a credibilidade da política e reforça a ideia de que o processo eleitoral pode ser um jogo de interesses pessoais e midiáticos.

Riscos

Além disso, há uma consequência mais ampla para o ambiente político. Quando artistas e influenciadores digitais lançam seus nomes na disputa, mesmo que sem compromisso real, eles influenciam a agenda pública e desviam o foco de candidaturas legítimas. Muitas vezes, políticos com propostas concretas acabam tendo sua visibilidade reduzida diante do barulho causado por celebridades que sequer formalizarão suas candidaturas.

O tempo de debates e discussões acaba sendo ocupado por nomes que não estarão na urna, prejudicando um debate mais aprofundado sobre propostas e soluções reais para os problemas do país.

A política não deve ser um palco para testes de popularidade. Anunciar uma pré-candidatura implica responsabilidade com o eleitorado e com a democracia. Quando figuras públicas usam essa estratégia apenas para medir a reação do público ou fortalecer sua imagem pessoal, acabam por enfraquecer a seriedade do processo eleitoral.

O eleitor deve estar atento a esses movimentos e cobrar comprometimento real daqueles que demonstram intenção de ocupar cargos públicos. Afinal, a política não deve ser um mero espetáculo – e a democracia não pode ser reduzida a um ensaio sem estreia.

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